A mandioca brasileira acaba de dar um passo gigante rumo à internacionalização. Em uma missão técnica realizada na região do Vêneto, na Itália, produtores de Sergipe consolidaram um contrato para a exportação de 140 toneladas de farinha de mandioca para o mercado europeu.
O acordo, fechado em Pieve di Soligo, foca na chamada “Rota da Mandioca” e representa a entrada estratégica da agricultura familiar brasileira em um dos mercados gastronômicos mais exigentes do mundo.
Destaques da Negociação
- Volume: 140 toneladas iniciais negociadas diretamente com uma importadora italiana.
- Protagonismo: O produto é fruto do trabalho da Coofama (Cooperativa dos Produtores de Farinha de Mandioca de Campo de Brito/SE).
- Apoio Estratégico: A ação faz parte do Programa Rotas de Integração Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com a Unicafes.
Qualidade que Atende Padrões Internacionais
A conquista do mercado italiano — conhecido mundialmente como a “terra das massas” — não é por acaso. Para exportar para a Europa, o setor investiu pesado em:
- Vigilância Sanitária: Adequação aos rigorosos padrões fitossanitários internacionais.
- Infraestrutura: Modernização de equipamentos e processos de beneficiamento.
- Valor Agregado: Transformação da raiz em uma farinha de alta qualidade, capaz de competir globalmente como ingrediente versátil.
Expansão Global: Do Egito à Europa
Este movimento na Itália é parte de uma ofensiva brasileira no mercado externo. Recentemente, o setor também marcou presença na Food Africa 2025, no Cairo (Egito), a maior feira de alimentos do Norte da África. O objetivo é claro: transformar a mandioca em uma vitrine da nossa agricultura, gerando renda e novas oportunidades de negócios para as cooperativas brasileiras.
Visão Uniprest: Ver a farinha de Campo de Brito (SE) chegando à Itália é a prova de que a dedicação à qualidade no campo compensa. A mandioca brasileira tem potencial para estar em qualquer mesa do mundo, e o sucesso dessa exportação abre portas para que mais produtores busquem a excelência e a padronização.
